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sábado, 5 de novembro de 2011
terça-feira, 1 de novembro de 2011
A Doença do Lula, o SUS e o Sectarismo
Brasileiro sempre fez piada com tudo. Sempre fez, continua fazendo e sempre fará. O Senna morreu? Menos de um dia depois dezenas de piadas já rolavam pelo país. As torres gêmeas caíram? Mais algumas dúzias de piadas. Algum evento acontece no mundo? Podem ter certeza que alguém em alguma parte do Brasil estará com o dedo no gatilho pronto para soltar uma. Engraçada, de humor negro ou de mau gosto, acostumem-se, o lema é "perco o amigo mas não perco a piada".
No último fim de semana, uma notícia estourou como uma bomba no Brasil e agitou a sociedade, os círculos políticos, a mídia e as redes sociais por todo o país. O ex-presidente Lula foi diagnosticado com um câncer na laringe. Mal a notícia foi divulgada, aliados, adversários, admiradores e outros nem tanto, começaram a se agitar e a postar, escrever, divulgar, falar e comentar sobre o acontecido. Mensagens de apoio, piadas sobre a doença, votos de melhoras, comentários maldosos, não foi deixada pedra sobre pedra. Uma destas reações causou reações extremadas, a sugestão de que Lula deveria se tratar pelo SUS, programa elogiado pelo ex-presidente e comparado por ele a qualquer programa de saúde pública de países do primeiro mundo. Alguns partidários do ex-presidente mostraram-se indignados, ofendidos até e partiram para o ataque, parecendo estar travando uma guerra de palavras com qualquer um que ousasse sequer pensar em fazer uma sugestão destas.
Abri este post com um parágrafo sobre a mania do brasileiro de fazer piada e ironizar sobre tudo, mas onde está a piada ou ofensa em sugerir que o ex-presidente se trate em um seviço que ele admira? Sinceramente, não vejo problema algum e acho que ele deve escolher pelo melhor tratamento que conhecer, mas mutos viram e tomaram a sugestão como uma ofensa quase pessoal partindo imediatamente para a agressão verbal. O irônico é que muitos destes, que se ofendem e se revoltam com esta sugestão, são os mesmos que fizeram piadas sobre os atentados de 11 de setembro, são os mesmos que criticam ferozmente os governos anteriores com insinuações e ataques verbais violentos, são os mesmos que postam ou riem ou curtem quando alguém sugere, em uma fotomontagem ou algo parecido, que se atire um avião no Congresso Nacional como forma de se livrar de políticos corruptos, esquecendo-se que lá também trabalham servidores públicos honestos que nada tem a ver com as maracutaias que rolam nos bastidores. É aqui que entra o sectarismo! A piada feita sobre a desgraça dos outros, principalmente adversários ideológicos é divertida, engraçada, mas o contrário é inadmissível. Os sectaristas não admitem que nada, que absolutamente nenhuma crítica seja feita ao ex-presidente Lula. Por acaso ele é um um deus a quem não se pode fazer nenhuma crítica sem que algum sectário venha gritar que você (modo de falar, pessoalmente não fui atacado de maneira alguma) é um elitista, fascista e reacionário e merece ser alijado do convívio social? Estamos vivendo em um país democrático ou em alguma ditadura em que não se admite oposição ao regime?! É de alguma forma ofensivo ter uma visão política contrária? Me recordo que em seus tempos de oposição e tenho idade e conhecimento para isso, o PT criticava tudo e todos, mas agora que estão no comando do país, certos quadros de seu partido ou mesmo aqueles que não fazem parte mas são simpáticos ao seus ideais, formam uma patrulha ideológica ativíssima de olho em qualquer oposição e prontos para brigar; a Gestapo, KGB, STASI ou qualquer outra polícia política digna de ditaduras estaria orgulhosa. É claro que conheço e tenho amigos petistas e admiradores de Lula que são pessoas comedidas e equilibradas com as quais é possível conversar e argumentar, com estes não tenho problema algum, mas certas pessoas tem se revelado radicais demais para o meu gosto. Estamos numa democracia, podemos tomar a posição e perseguir o ideal que queremos e não termos medo de sermos presos ou perseguidos por isso, desde que esta posição não leve a violência de qualquer tipo contra terceiros.
Para terminar, uma história que me lembrei agora. Algum tempo atrás estava na casa de um amigo de uma ex-namorada, um professor universitário da área de direito, entre os convidados estava um colega seu, creio que um argentino, agora não lembro seu nome. Pois este professor, de claras tendências de esquerda, bradava para quem quisesse ouvir, que o ataque terrorista tinha sido algo que ele aprovava (?!). Detalhe, uma prima do anfitrião, portuguesa de origem, estava presente na sala e havia perdido amigos no ataque, mas mesmo assim ele continuava seu discurso de aprovação, ofendendo verbalmente a moça. Belo exemplo, não?!
No último fim de semana, uma notícia estourou como uma bomba no Brasil e agitou a sociedade, os círculos políticos, a mídia e as redes sociais por todo o país. O ex-presidente Lula foi diagnosticado com um câncer na laringe. Mal a notícia foi divulgada, aliados, adversários, admiradores e outros nem tanto, começaram a se agitar e a postar, escrever, divulgar, falar e comentar sobre o acontecido. Mensagens de apoio, piadas sobre a doença, votos de melhoras, comentários maldosos, não foi deixada pedra sobre pedra. Uma destas reações causou reações extremadas, a sugestão de que Lula deveria se tratar pelo SUS, programa elogiado pelo ex-presidente e comparado por ele a qualquer programa de saúde pública de países do primeiro mundo. Alguns partidários do ex-presidente mostraram-se indignados, ofendidos até e partiram para o ataque, parecendo estar travando uma guerra de palavras com qualquer um que ousasse sequer pensar em fazer uma sugestão destas.
Abri este post com um parágrafo sobre a mania do brasileiro de fazer piada e ironizar sobre tudo, mas onde está a piada ou ofensa em sugerir que o ex-presidente se trate em um seviço que ele admira? Sinceramente, não vejo problema algum e acho que ele deve escolher pelo melhor tratamento que conhecer, mas mutos viram e tomaram a sugestão como uma ofensa quase pessoal partindo imediatamente para a agressão verbal. O irônico é que muitos destes, que se ofendem e se revoltam com esta sugestão, são os mesmos que fizeram piadas sobre os atentados de 11 de setembro, são os mesmos que criticam ferozmente os governos anteriores com insinuações e ataques verbais violentos, são os mesmos que postam ou riem ou curtem quando alguém sugere, em uma fotomontagem ou algo parecido, que se atire um avião no Congresso Nacional como forma de se livrar de políticos corruptos, esquecendo-se que lá também trabalham servidores públicos honestos que nada tem a ver com as maracutaias que rolam nos bastidores. É aqui que entra o sectarismo! A piada feita sobre a desgraça dos outros, principalmente adversários ideológicos é divertida, engraçada, mas o contrário é inadmissível. Os sectaristas não admitem que nada, que absolutamente nenhuma crítica seja feita ao ex-presidente Lula. Por acaso ele é um um deus a quem não se pode fazer nenhuma crítica sem que algum sectário venha gritar que você (modo de falar, pessoalmente não fui atacado de maneira alguma) é um elitista, fascista e reacionário e merece ser alijado do convívio social? Estamos vivendo em um país democrático ou em alguma ditadura em que não se admite oposição ao regime?! É de alguma forma ofensivo ter uma visão política contrária? Me recordo que em seus tempos de oposição e tenho idade e conhecimento para isso, o PT criticava tudo e todos, mas agora que estão no comando do país, certos quadros de seu partido ou mesmo aqueles que não fazem parte mas são simpáticos ao seus ideais, formam uma patrulha ideológica ativíssima de olho em qualquer oposição e prontos para brigar; a Gestapo, KGB, STASI ou qualquer outra polícia política digna de ditaduras estaria orgulhosa. É claro que conheço e tenho amigos petistas e admiradores de Lula que são pessoas comedidas e equilibradas com as quais é possível conversar e argumentar, com estes não tenho problema algum, mas certas pessoas tem se revelado radicais demais para o meu gosto. Estamos numa democracia, podemos tomar a posição e perseguir o ideal que queremos e não termos medo de sermos presos ou perseguidos por isso, desde que esta posição não leve a violência de qualquer tipo contra terceiros.
Para terminar, uma história que me lembrei agora. Algum tempo atrás estava na casa de um amigo de uma ex-namorada, um professor universitário da área de direito, entre os convidados estava um colega seu, creio que um argentino, agora não lembro seu nome. Pois este professor, de claras tendências de esquerda, bradava para quem quisesse ouvir, que o ataque terrorista tinha sido algo que ele aprovava (?!). Detalhe, uma prima do anfitrião, portuguesa de origem, estava presente na sala e havia perdido amigos no ataque, mas mesmo assim ele continuava seu discurso de aprovação, ofendendo verbalmente a moça. Belo exemplo, não?!
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
A Seita
A cada dia me covenço mais, o PT não é um partido político, é uma seita. E o Lula é seu messias, algo assim como a segunda vinda de Cristo... Se o sujeito morrer, legiões correrão ao seu túmulo esperando sua ressurreição 3 dias depois.
terça-feira, 10 de maio de 2011
Legalização das Drogas. Isso é Legal?
Este é um assunto que volta e meia toma as manchetes, fóruns de discussão, redes sociais, etc... Outro dia estava assistindo mais uma das muitas entrevistas com algum especialista no assunto, neste caso a professoara Gilberta Acselrad, da UERJ. Achei que já conhecia todos os argumentos pró legalização, mas estes me deixaram chocados. A professora só faltou defender o consumo de drogas como um ritual familiar, coisa entre pais e filhos, entre outras baboseiras como a "qualidade", ou a falta dela, da droga vendida aos seus consumidores pelos traficantes. Que a proibição é contra producente e somente pela experimentação alguém pode formar uma opinião sobre o assunto. Em muitos casos ela estaria certa, mas não neste. Drogas fazem mal, fato! Você não precisa se jogar na frente de um carro para saber que vai se dar mal. É a mesma coisa com as drogas, você vai perder.Os argumentos utilizados pelos defensores da legalização até fazem algum sentido a primeira vista. O mais utilizado é que a legalização acabaria com o tráfico. Sim, acabaria com o tráfico daquela droga específica, se por exemplo, legalizar-se a maconha e ela passar a ser vendida em lojas, bares, etc... o traficante perderá seu público, ele não é mais necessário, mas isto somente será verdade para a maconha. E as outras drogas? A cocaína será legalizada? Ok, legalizemos e acabaremos com o tráfico desta também. Mas aí será criada uma corrente sem fim. Tudo terá que ser legalizado, afinal de acordo com este argumento a liberação trará um fim ao tráfico e a violência que o acompanha, mas eu não posso imaginar que alguém em sã consciência pense seriamente em legalizar todo e qualquer tipo de droga!
Outro argumento é de que o alcóol e o tabaco já são legalizados então por que não liberar outros tipos de drogas? O alcóol e tabaco também não podem ser considerados drogas que podem alterar a consciência (o que não é caso do tabaco) e prejudicar o organismo? Sim, podem e são e não serei hipócrita em dizer que não há problema nenhum em consumi-los, o vício no consumo de cigarros e de bebidas e as doenças causadas por estes dois são bem documentadas e não é necessário que eu entre em detalhes sobre elas aqui. Mas este tipo de argumento também é falho. Pelo menos na minha opinião. Se já temos tantos problemas com estes dois por que criar mais se legalizarmos o restante das drogas com base nisso? Imagine o número de pessoas que sentiriam-se a vontade para experimentar o que antes não podiam por medo das consequências legais em fazê-lo. Se já temos tantos problemas com viciados em alcóol e tabaco, para que criarmos mais liberando outras drogas?
Não estou tentando criar um tratado, apenas estou expondo minha opinião e alguns argumentos que tenho contra a legalização das drogas, por isso não me estenderei mais. Espero que tenha me feito entender e mesmo que você, leitor, não concorde com nenhum dos argumentos aqui apresentados, há de concordar que eles são válidos. E também não tenho a prepotência de achar que este assunto possa se encerrar por aqui, argumentos pró e contra legalização existem aos milhares. Por enquanto ficarei por aqui, quem sabe no futuro possa voltar ao tema.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Um Dia Histórico
Para começar e não parecer um velho conservador (o que muitas vezes sou mesmo, rs!) nem preconceituoso (gosto de pensar que tenho conceitos formados através da experiência e observação e não pré-conceitos sem qualquer base) deixem-me dizer que acho que os direitos civis de todo e qualquer cidadão devem ser sempre reconhecidos, independentemente de seu gênero, religião, orientação sexual ou qualquer coisa que o seja. Na minha leiga opinião nem deveriam ser objetos de discussão de um tribunal. Qualquer constituição de um país dito civilizado deveria reconhecê-los e não dar margem a nenhuma interpretação.
Um dia importante, sim, em que os homossexuais conquistam o reconhecimento e o direito a união civil e formação de uma família como qualquer outro ser humano. Se escolheram assim, que sejam felizes e ninguém tem mais nada a ver com isto. Mas histórico, e talvez meu problema seja simplesmente uma questão de semântica, não creio. Histórico, amigos, histórico foi o dia em que um ditador que se sentia no direito de impor sua vontade ao resto mundo foi derrubado e de tão covarde que era, preferiu se matar a enfrentar um julgamento público. Histórico foi o dia em que uma série de reportagens derrubou o homem mais poderoso do mundo em sua época. Histórico foi o dia em que um país se libertou das amarras da opressão, derrubou um muro e conquistou sua liberdade. Histórico foi o dia em que uma movimentação popular derrubou o presidente de um país. Histórico teria sido o dia em que todos os envolvidos no chamado mensalão tivessem sido cassados e expulsos definitivamente da vida pública. Histórico será o dia em que, nem interesses pessoais nem finaceiros, impeçam a cassação e prisão de bandidos de terno e gravata que usam o congresso como uma plataforma para seus próprios interesses. Como histórico também será o dia em que não precisaremos mais de leis que digam que devemos respeitar qualquer ser humano independente de suas escolhas.
Um dia importante, sim, em que os homossexuais conquistam o reconhecimento e o direito a união civil e formação de uma família como qualquer outro ser humano. Se escolheram assim, que sejam felizes e ninguém tem mais nada a ver com isto. Mas histórico, e talvez meu problema seja simplesmente uma questão de semântica, não creio. Histórico, amigos, histórico foi o dia em que um ditador que se sentia no direito de impor sua vontade ao resto mundo foi derrubado e de tão covarde que era, preferiu se matar a enfrentar um julgamento público. Histórico foi o dia em que uma série de reportagens derrubou o homem mais poderoso do mundo em sua época. Histórico foi o dia em que um país se libertou das amarras da opressão, derrubou um muro e conquistou sua liberdade. Histórico foi o dia em que uma movimentação popular derrubou o presidente de um país. Histórico teria sido o dia em que todos os envolvidos no chamado mensalão tivessem sido cassados e expulsos definitivamente da vida pública. Histórico será o dia em que, nem interesses pessoais nem finaceiros, impeçam a cassação e prisão de bandidos de terno e gravata que usam o congresso como uma plataforma para seus próprios interesses. Como histórico também será o dia em que não precisaremos mais de leis que digam que devemos respeitar qualquer ser humano independente de suas escolhas.
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